segunda-feira, 28 de novembro de 2011

The Elder Scrolls

A maioria dos fanboys de Skyrim (e de Elder Scrolls em geral) sabe menos da série que eu. O que não é algo realmente inovador. Eles saem por aí gritando FUS RO DAH e falando que é o melhor jogo já concebido por qualquer raça/criatura capaz de criação no universo inteiro. Mas bem. Sentem-se que eu os enaltecerei. Como diria o Cabo da seção de infantaria Britânica de Company of Heroes...

Oi! Listen up you fucking wankers!

Elder Scrolls: Arena (1994) foi o primeiro jogo da série. Atualmente é freeware no site da Bastarda. (Eu não estou inventando a parte que vem a seguir.) Originalmente, eles queriam um jogo de combate de gladiadores em primeira pessoa. Eles chamaram esse projeto de Arena. E depois decidiram que queriam um jogo com mais de uma arena, em que você tenha que viajar de uma para outra. E então decidiram que o jogo teria sidequests. E depois descobriram que fazer as sidequests era mais interessante que as lutas de gladiadores. Então eles cozinharam um cânone patético em duas semanas, desenharam um mapa e adicionaram "Elder Scrolls" antes do título para ter um appeal maior ao bando de neckbeards que joga cRPGs. Sim, é assim que o jogo que você adora tanto foi originado. O jogo não foi original de qualquer forma (É basicamente uma cópia de Ultima Underworld (1992, Looking Glass Studios) só que na superfície. E no subterrâneo também. Pois catacumbas prevalecem em Nirn. Pelo menos no continente de  Tamriel e suas nove províncias dominadas por uma raça cada. Eu nem vou falar nada. Só colocar um link.  Porém, como é de esperar, o sistema de diálogo é rídiculo e as missões desconexas. E não envolvem nada além de matar bichos. E o jogo também é terrivelmente bugado.

Elder Scrolls: Daggerfall (1996) foi o segundo jogo da série. Também é freeware no site da Bastarda. Mas eles honestamente te deveriam pagar dois cents de Dolar americano toda vez que um bug acontecer. Você ganharia uns dois doláres por hora, caso tenha sorte de encontrar poucos. (O que é  maior que o salário mínimo brasileiro) O desenvolvimento aconteceu logo depois que Arena foi lançado. Eles decidiram passar um pouco de ferro no cânone e o tornar um pouco melhor e usar uma engine 2.5D melhor.  O mundo é ridiculamente grande, com por volta de 750.000 NPCs e 15.00 cidades. Mas todos nós sabemos como isso acaba, non? Quer fazer uma maldita missão? Vai ter que conversar com 490 NPCs em 110 cidades diferentes. E na grande maioria das cidades não há uma única missão. O que é simplesmente espalhar manteiga de menos em torrada demais. O que não funcionou muito bem. Uma pataquada de patches foram lançados e o jogo continua um bolo feito com farinha de besouro porém coberto de glacê.

Logo depois disso, desenvolvimento começou em TRÊS jogos ao mesmo tempo. Battlespire e Redguard e Morrowind. Nunca ouviu falar dos primeiros dois? Isso porque a Bastarda não quer que você ouça sobre eles.

An Elder Scrolls Legend: Battlespire (1997) foi o terceiro jogo da série. A Bastarda ainda tem vergonha do jogo existir, logo ele não está a venda nem de graça. Porém se você pedir com jeitinho eles te dão uma cópia e te pagam alguns dólares por seu silêncio. Basicamente, pegue Daggerfall. Remova todas as missões, diálogo e NPCs que não servem para ser mortos. Blam. O que o torna uma espécie de Daggerfall For Dummies. Mas como é um jogo da Bastarda, os bugs estão presentes.

The Elder Scrolls Adventures: Redguard (1998) foi o quarto jogo da s- Bem, foi um spin-off. Mas ainda parte da série. A Bastarda ainda tem vergonha da existência desse jogo. É um action-adventure sem elementos de RPG. O jogo é bonito, o combate -FUNCIONA- (ao contrário de todos os Elder Scrolls antes de Oblivion) e estranhamente, tem poucos bugs. Pode enviar uma carta de reclamação para a Bastarda e pedir seus bugs de volta. E a interação com NPCs é muito boa e- Hey, espera aí. Porque mesmo a Bastarda não gosta desse jogo? Simples - porque os fãs não gostaram do jogo. Enquanto em todos os outros jogos você escolhe tudo e tem 742 decisões inúteis para fazer, aqui você tem um personagem qualquer, uma história e sistema de combate decente. Ou... Simplesmente. Imagine um fã de Elder Scrolls Aqueles que gostaram de Arena e Daggerfall. Eles comeram figurativamente um sanduíche de estrume e presunto duas vezes. E reclamaram de Redguard pois eliminaram o estrume. Vai entender.

The Elder Scrolls III: Morrowind (2002) é o quinto jogo da série.  Ou terceiro. Hein? Battlespire? Redguard? Nunca vi mais gordos. Basicamente, a Bastarda pegou o estrume eliminado em Redguard e o colocou de volta. A história é... sub-par. O combate é simplesmente horrível e o diálogo com NPCs varia entre mediocre e péssimo. Mas o mundo é realmente muito grande. E até que bonito. Mas deuses, as animações de NPCs andando são horríveis. E modders não consertaram isso até agora porque para fazer isso teriam que mexer em todos os modelos de armadura. Ah, o que nos leva a uma coisa. Modding. Eu dou uma medalhinha para a série por suportar mods e ser amigável a mods (A partir do quint- terceiro jogo). O que causaria alguns problemas no futuro.... O jogo recebeu duas expansões. Tribunal (2003) e Bloodmoon (2003). Que adicionaram alguns elementos de gameplay e novas áreas. E é o primeiro jogo jogável da série, pois existem patches não-oficiais para consertar os bugs.

The Elder Scrolls IV: Oblivion (2006) é o sexto jogo da série. E ironicamente, o meu favorito da série (embora ache que preferiria Skyrim. Porém não tenho 60 dólares para confirmar minhas suspeitas). Adicionaram voice-actors em todos os NPCs, algo que ficou meio estranho pois eles tem uns 40 voice actors e uns 900 NPCs. Logo as vezes as pessoas param nas ruas e... Conversam com elas mesmas. A história deixou de ser algo disperso e virou algo muito mais compacto e o sistema opcional de Fast Travel é muito melhor que andar através de 42 cidades para chegar em seu destino. O combate estranhamente funciona e o sistema de diálogo melhorou bastante (embora deixe muito a desejar). E bem... Os bugs custam 24 dólares. O jogo é de graça. Mas seguindo a tradição de Morrowind, modders consertaram a maioria deles. Mas é logico que todo esse foco em mods cria mods ultra-populares como BBB. Ou Better Bouncing Boobs. Traduzindo literamente: Peitos Saltitantes Melhorados. Você tem a minha permissão para dar um tapa na própria testa e imaginar o possível destino da humanidade. Mas, hm. É o melhor jogo da série (Antes de Skyrim) sob minha visão.

The Elder Scrolls V: Skyrim (2011) é o sétimo jogo da série. Eu não joguei ainda. Parece ser um bom jogo. Vi features, assisti vídeos de gameplay, etc, etc. Mas tenho que falar que esse jogo tem a pior comunidade do mundo. Que nem Portal que possivelmente é o melhor jogo de puzzle já criado pela humanidade. Mas que tem uma comunidade que não consegue passar dois minutos e meio sem falar de bolo e cantar Still Alive. Só que Skyrim tem o FUS RO DAH. Você não consegue ficar trinta e dois segundos na presença de alguém que jogue Skyrim sem escutar ele (e não o personagem) gritando FUS RO DAH a todo pulmão. E para vocês que não saibam o que diabos FUS RO DAH* é (abençoada seja a ignorância) assista o vídeo abaixo. E depois todos os vídeos relacionados. E depois queime seus tímpanos para nunca escutar FUS RO DAH depois.


E por que estou escrevendo isso? Porque meu maldito siso está crescendo e sinto vontade de destruir alguma coisa para que essa coisa pare.

 *Fus-Ro-Dah é um dos gritos que os Dovahkiin podem... Gritar. Significa 'força avassaladora'. É uma onda de choque.

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